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Tudo era novo e não sabíamos exatamente como seria a nossa adaptação na Igreja, mas uma coisa era certa: não havia dúvidas de que obedecíamos à ordem celestial após muita busca a Deus em jejum e oração.

O caminhão de mudanças havia saído no dia anterior e a nossa família embarcou no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, por volta das 16 horas. Na mala, objetos pessoais e no coração muita vontade de acertar, abençoar e ser abençoados, servindo a Deus e aos irmãos da Primeira Batista. Desembarcamos na Cidade Morena por volta das 7h do dia 31 de janeiro de 1991. O culto de posse ocorreria dois dias depois.

Na rodoviária nos aguardavam irmãos muito preciosos, que já haviam se tornado nossos intercessores. Lá estava o casal Marcos e Helena Downing. Eram missionários norte-americanos, membros da Igreja e professores no Seminário Batista de nossa cidade. Já éramos amigos desde São Paulo, pois, quando podiam, frequentavam a Igreja à qual servíamos no ABC Paulista. Nossos filhos e os deles também já eram amiguinhos há alguns anos. Além do casal, estava nos aguardando uma irmã muito querida, Loíde Luiza Leite. Seu esposo, José Silvino, não pode ir à rodoviária porque estava fora da cidade, cumprindo uma escala de serviço na qualidade de servidor público.

A nosso pedido, viemos direto para o antigo templo, do qual alguns ainda se lembram. Fomos juntos lá para a frente, até a plataforma, para um tempo de oração e consagração. Me lembro bem da cena, quando Vasti, minha amada e fiel companheira de ministério, além de minha maior intercessora, com nossos filhos bem crianças ainda: Emili (11), Aline (8) e o Yuri (6) se ajoelharam comigo. Aqueles representantes da Igreja, entendendo aquele momento fundamental, se prostraram solidários e nos acompanharam nas orações. Ali consagrarmos ao Senhor os nossos primeiros minutos nesta cidade. Era tudo o que precisávamos fazer, entendíamos que o ministério envolve as nossas humanidades e falências, por isso, colocar nossas vidas no altar era imprescindível.

No culto de posse fomos apoiados pela comitiva da Igreja Batista de São Bernardo do Campo, que veio, segundo o vice-presidente, Ocimar Melloni, “fazer a entrega da família pastoral” pessoalmente. Na comitiva também estavam nossos pais e nossos irmãos. Naquele final de semana, minha mãe, creio, guiada por Deus, chamou a irmã Loíde à parte e lhe disse: “Irmã, confio a você o cuidado do meu filho, você será a mãe dele aqui.” Amados irmãos, vocês sabem, eu tinha 38 anos de idade, era chefe de família, mas mãe é mãe, não é verdade? E assim foi mesmo, ganhamos o casal Loíde e Silvino como “pais pantaneiros”. Somos muito gratos a Deus e a eles por esse cuidado tão prático. Mas a verdade é que, junto com eles, uma multidão de pessoas nos amou.

Queremos agradecer a você, amada Igreja – cada membro e liderança – por todo apoio, cuidado e amor que nos têm dispensado nesses 27 anos de ministério. Sem a doçura de vocês e a graça divina nada teria sido possível até aqui. Como família, somos unânimes em agradecer a Deus e a vocês.

Família Breder